ALG CONSULTORIA E PROJETOS DE SEGURANÇA

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Violência no Brasil precisa ser combatida com reestruturação | Segurança do cidadão

Nos últimos anos, os brasileiros entraram no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana com assaltos, seqüestros e extermínios além da violência doméstica contra a mulher, em geral praticada pelo marido, crianças e idosos.

Muito se discute sobre a violência no Brasil e muitos especialistas apontam vários motivos das causas, mas todos concordam que o principal motivo é a desigualdade socioeconômica existente no país. A má distribuição de renda é o combustível que faz com que a violência cresça na sociedade como um todo.
O Brasil é um dos países com enorme desigualdade social do planeta, ficando atrás até de paises africanos. No Brasil, 90% da riqueza está concentrada nas mãos de 1% da população, segundo pesquisa do IBGE.

As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas pela pobreza e pela falta de recursos, o que faz com que os moradores destes locais migrem para outros em busca de uma qualidade de vida melhor.
Outro fator que contribui para o aumento da violência é o crescimento desordenado das áreas urbanas. Com o surgimento dos grandes centros também surge a concentração de renda e isso atrai as pessoas de regiões mais pobres do país a migrar para estas cidades. As cidades cresceram sem planejamento o que acarretou a formação de grandes bolsões de pobreza em torno dos grandes centros que nós conhecemos como periferia.

A periferia é uma forma de exclusão social que fica evidente pela falta de organização do crescimento das metrópoles. As regiões periféricas não têm um custo de vida alto e as famílias que nela residem têm uma renda de até seis salários mínimos.

Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), de 1970 a 2000 a população brasileira aumentou em 86 milhões, passando de 52 para 138 milhões. E hoje, segundo dados do IBGE, somos mais de 180 milhões de brasileiros.

Com o crescimento das cidades também aumentou o número de homicídios. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Publica, em 1980 eram 11 homicídios por 100 mil habitantes e em 2000 foram registrados 27 homicídios por 100 habitantes. Menos de 1% dos municípios brasileiros concentraram 50% dos homicídios e 25% da população nacional em 2000, sendo Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo os estados que registraram os maiores índices de homicídios. Nestes estados as taxas de homicídios de jovens de 15 a 29 anos cresceram acima dos 100%.

Hoje, grande parte das vítimas de homicídio no Brasil são pessoas com idade entre 17 e 23 anos do sexo masculino. Abaixo temos um gráfico da Secretaria Nacional de Segurança Pública que mostra que os homens, no caso em Recife, morrem muito mais como vítimas da violência.





Grande parte destas mortes se deve também à venda indiscriminada de armas de fogo, pois 74% dos homicídios no país são causados por elas.

O trafico de armas é constante no país e o governo federal não consegue impedir ou combater adequadamente este tipo de crime. O fácil acesso às armas de fogo faz com que os índices de homicídios no Brasil sejam maiores do que em países que estão em guerra. Nos morros cariocas, as facções criminosas usam armas que são de uso exclusivo do Exército. Em muitas operações realizadas pela polícia nos morros foram encontradas armas de vários calibres e até lança foguetes, granadas e outros artefatos com auto poder de destruição que os traficantes usam para combater facções rivais e a policia. As armas vêm de outros paises, mas existe também armas que são desviadas da própria polícia.

A falência do sistema de justiça criminal também é um condicionante para o aumento da violência do Brasil. Um exemplo da ineficácia da Justiça criminal está em Pernambuco onde, segundo dados do IML e do Ministério Público do estado, de 1998 a 2000 ocorreram 8.778 homicídios, destes apenas 4,42 tiveram inquéritos encaminhados ao Ministério; prosseguiu a denúncia para a Justiça somente 3,25 e 0,03 dos crimes tiveram julgamento.

Falta de educação

A falta de educação também é um fator condicionante para que aumente a violência no país. Segundo dados do Ipea, a maioria dos homicídios ocorre com pessoas que tem de um a três anos de estudo. Não é difícil imaginar por que. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e a educação de qualidade atinge um seleto grupo da sociedade, agravando assim a diferença sócio econômica. A educação é a base para formação do cidadão, porém muitos não têm fácil acesso a ela. Logo, são excluídas automaticamente.

Sem uma boa educação não se tem um bom emprego, então o cidadão tende a procurar alternativas para seu sustento e acha no crime uma saída para esta situação.

O governo não investe de forma pesada na educação e até as faculdades públicas que deveriam ter vagas destinadas para a população sem condições de bancar seus estudos são freqüentadas por pessoas de classe média alta e alta, forçando os que não têm muitos recursos a estudar em faculdades particulares. Isto faz com que aqueles que não possuem recursos abandonem os estudos.
O ensino público nas últimas duas décadas teve mudanças que, de forma geral, não atenderam a necessidade da população e fizeram com que sua qualidade diminuísse. Cada vez mais se reprova menos e as pessoas chegam ao final do colegial sem saber o básico das disciplinas.

Responsabilidade social

A polícia que tem o dever de manter a paz nas cidades é muito mal vista pela população e muitas vezes é a causadora do aumento da violência. Os políticos pensam cada vez menos na população e se preocupam em ganhar mais poder por meio da corrupção que atinge todas as esferas do poder. A população a cada dia se vê sem saída diante de tantos desvios de condutas daqueles que tinham como dever dirigir o país de forma correta.

O governo luta contra a violência de forma errada, pois combate o crime organizado ao invés de combater as origens da violência. Muitos especialistas e sociólogos dizem que seria mais fácil empregar o dinheiro que é utilizado na compra de armas e para comprar livros e evitar que as crianças entrem no mundo do crime.

Os investimentos em projetos sociais são baixos e cada vez mais se torna importante a participação das empresas na chamada responsabilidade social, que tem desempenhado um papel importante na sociedade.

O governo continua fazendo baixos investimentos em educação, saúde, habitação e o custo de vida tende a aumentar, pois existe um ciclo vicioso que engloba a condição econômica do país, a desigualdade social, a falda de educação, o desemprego, os crimes, a violência, a polícia ineficiente, as esferas do poder corruptas e o aumento da desigualdade social.

O Brasil já atingiu índices de violência inaceitáveis, vivemos em meio a uma guerra urbana, principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

O Rio tem problemas crônicos de violência e o governo estadual teve que pedir ajuda ao federal para tentar conter a onda de violência que assola a cidade maravilhosa. Os traficantes a cada dia conseguem melhores armas e em muitas comunidades fazem o papel do governo.

Em São Paulo, o crime organizado parou a maior metrópole da América do Sul e a cada dia que passa fica mais articulado, mesmo que muitos dos seus comandantes estejam dentro de presídios.
A cidade de Nova York, na década de 90, era uma das mais violentas do mundo. Com baixos e investimento e muita vontade de mudar o cenário, o governo conseguiu mudar a imagem da polícia, tida como corrupta, e da cidade que teve os índices de violência reduzidos. O que ocorreu foi um estudo das causas violência e a sintonia entre população e o governo. Com a mudança de postura da polícia e a colaboração da população´, a cidade conseguiu diminuir em muito a violência.

Números distorcidos

No Brasil, por mais que se tracem números da violência eles ainda são distorcidos pelo fato de que muitas pessoas não registram o boletim de ocorrência por causa da demora que enfrentam nas delegacias, por medo de represálias ou, no caso de crimes domésticos, para evitar a punição de um parente.

Para combater a violência no Brasil é necessário fazer uma reestruturação das polícias militar e civil, investir na inteligência policial, rever a Constituição e a lei criminal, combater a corrupção no legislativo, judiciário e executivo e investir na melhoria da educação para que futuramente se possam diminuir as diferenças sociais. É necessário fazer uma distribuição de renda mais justa para que todos possam ter acesso à educação, saúde e melhorem a qualidade de vida. Em todo o mundo, países com os menores índices de violência são aqueles em que a população tem uma qualidade vida de vida elevada e a renda é bem distribuída.



Data: 14. maio 2009
Categoria: Artigos, Conceituais
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Busca e a Proteção de Conhecimentos | Inteligência Empresarial

O grande objetivo é a manutenção de uma vantagem competitiva, garantindo a sustentabilidade da empresa no mundo globalizado

Para compreender a importância e o significado de Inteligência e suas utilização no mundo empresarial, é preciso falar um pouco de sua história no Brasil e no mundo. O primeiro serviço de inteligência organizado de que se tem notícias foi montado na Inglaterra, por sir Francis Walsingham, ministro do exterior da rainha Elizabeth I, ainda na idade Média. Foi somente na idade contemporânea que o serviço adquiriu uma instituição com estrutura própria.
Atividades de inteligência no Brasil teve inicio em 1927, no governo de Washington Luís, coma criação do conselho de Getúlio Vargas, o CDN foi implementado, tendo sua denominação alterada para conselho superior de Segurança Nacional (CSSN).

Durante o Estado Novo, foram criados o Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), origem da atual política federal (PF), e a Delegacia Da Ordem Política e Social (Dops), que, segundo parâmetros da época, objetivava a correção de atitudes da sociedade.

No governo de Eurico Gaspar Dutra, em 1946, foi criado o serviço Federal de informações e contra-informsções (SFICI) e em julho de 1964, o serviço nacional de informações (SNI). Com sua extinção, em 1990, pelo então presidente da República Fernando Collor, criou-se a secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Em 1995, nasce a Agencia Brasileira de Inteligência (Adin).

Atualmente, no Brasil, o serviço de inteligência ainda é muito pouco utilizado, talvez porque os empresários temam sua utilização pesando nos anos pós-revolução de 64, quando o objetivo desse tipo de serviço era apontar pessoas ou grupo envolvidos em ações contra o governo federal.

É evidente que a finalidade hoje é outra: o grande objetivo é a manutenção de uma vantagem competitiva, garantindo a sustentabilidade da empresa no mundo globalizado. Os empresários não podem mais se preocupar tão somente com os clientes: é preciso estar atento a seus concorrentes.

“Devido à competitividade dos mercados, já não basta compreender os clientes. As empresas precisam começar a prestar atenção a seus concorrentes. Empresas bem-sucedidas projetam e operam sistemas para obter informações contínuas sobre seus concorrentes.”
PHILIP KOTLER

A globalização tem forçado as organizações a se preocupar com a competitividade e com a colocação de seus produtos no mercado apreços menores e com melhor qualidade. Para isso, há a necessidade de constante vigilância quanto às mudanças de mercado, acompanhada as tendências do seu ambiente externo e interno.

Para que o sucesso nessa atividade seja conquistado, é necessário que as empresas tenham pelo menos um setor mínimo de Inteligência, visando o acompanhamento dessas tendências por parte do gestor, permitindo a ele uma antecipação dos fatos e o auxiliando em suas decisões.

Desde a segunda guerra, sabemos que cerca de 70% das informações utilizadas para a tomada de uma decisão estão disponíveis ostensivamente nos meios de comunicações. Hoje ,esse conceito não mudou muito. Pelo contrário, com a globalização e a tecnologia da informação, as informações estão disponíveis a qualquer pessoa que se disponha a pesquisar, por exemplo, na internet.

Por isso, julgamos conveniente que nesse setor Haja uma equipe de coleta de dados, lembrando que muitas vezes a informações estão disponíveis na própria empresa. A troca de informação interna é de suma importância e nem sempre é levada a serio no meio empresarial, o que torna a empresa vulnerável e faz perder suas competitividade, com gastos desnecessário para a obtenções de informações.

O restante das informações serão obtidas por meio da busca, pois os dados não estão disponíveis, fazendo com que a empresa tenha que obtê-los no ambiente esterno. Aqui é preciso uma segunda equipe, que denominamos de equipe de busca, que visa coletar o dado negado, ou seja, a informação que não está disponível nos meios ostensivos.

Tanto na coleta como na busca, o empresário não deva se esquecer de que ética deve nortear sua ações. A essas equipes atribui-se a responsabilidade da investigação empresarial, que normalmente não faz parte do escopo corporativo, mas de um serviço terceirizado. Aqui é onde deve a ver o momento de maior atenção por parte de quem contrata o serviço, para não haver risco de que as informações sejam conseguidas de forma antiética.

“É importante lembrar que atividade de Inteligência é uma atividade especializada permanente executada com o objetivo de produzir conhecimento de interesse do usuário de qualquer nível, e proteger conhecimentos sensíveis, instalações e nada pelos serviços de inteligência dos concorrentes.”

Na busca pelas informações sobre o mercado principalmente sobre o concorrente, o investigador terá como aliado, desde que domine a técnica, a engenharia social.

A engenharia social é uma ferramenta valiosíssima, pois, por meio da indução, o investigador terá à sua disposição informação estratégica terá à sua disposição informações estratégicas sobre o mercado e principalmente sobre o concorrente, sem ter, para isso, que utilizar meios antiéticos. As informações serão naturalmente passadas para o investigador sem pressão ou qualquer artifício psicológico para obtê-las. Em contrapartida, é preocupante saber que a sua empresa esta à mercê dos engenheiros sociais dos concorrentes. Estamos preparados para enfrentá-los?

Para isso, é preciso trabalhar com o publico interno e contra-indução, para evitar vazamentos de informações de forma involuntária. Esse trabalho fica a cardo do setor de Inteligência, que, por meio de palestras e seminários internos, prepara nossos colaboradores contra possíveis ações de engenharia social por patê da concorrência.

Percebemos que a necessidade de conhecer e de proteger conhecimentos (informações), além de muito antiga, é fundamental para qualquer empresa, seja de grade ou pequeno porte. A isso denominamos Inteligência competitiva. Para atender essa necessidade é preciso criar na empresa um sistema de Inteligência competitiva (SIC) para: antever as mudanças de mercado; antecipar-se aos concorrentes e acompanhar as mudanças do ambiente político nacional e internacional, dentre outras.

“Inteligência competitiva não é coleta de dados e não é pesquisa de mercados. A inteligência competitiva diz respeito ao risco e não à informação. A lição: demarcar ou morrer!”
BE GILAD

Para atender a esse propósito, o SIC deve ser constituído da seguinte forma:

- Área de investigação: composta por uma equipe de coleta e busca de informações. Para desencadear essa operação, os investigadores necessitam de um planejamento, visado conduzir seus trabalhos com objetividade; do contrario, o improviso tomará conta das ações, o que sem dúvida levará a se gastar tempo e dinheiro. Sabemos que improvisar faz parte dos atributos do investigado, mas, caso ele tome isso como norma, fatalmente o resultado não será satisfatório e não atingirá os objetivos propostos.

- Área de análise: composta por pessoas altamente treinadas para receber e analisar as informações, atrelando esses dados ao negócio da empresa. Aqui não é só os dados coletados, mas principalmente as fontes serão avaliadas para se ter certeza quanto à sua indoneidade. Essa equipe é a mais importante do sistema, pois é baseado nela que o gestor terá suporte para tomar sua decisão.

-Área de disseminação: é a responsável pela divulgação da informação analisada e processada. A informação só terá importância se sua divulgação for empregada dentro do princípio da oportunidade, ou seja, a informação tem prazo de validade. Podemos compara a um jornal: não adianta deixar um jornal velho nas bancas. Os trabalhos aqui produzirão uma gama de informações que serão armazenadas num Banco de dados da Inteligência, que, para sua segurança, deve ter profissionais selecionados de acordo com a atividade desenvolvida dentro do SIC.

Cabe ressaltar que em todos os escalões há a necessidade de uma conscientização da importância do SIC e que sua direção devera ficar sob responsabilidade de alguém que tenha carisma e respeito dentro da empresa, para que suas informações sejam recebidas com credibilidade e aceitação.

É aconselhável que o SIC fique ligado diretamente ao CEO ou à presidência da empresa, para ter ascensão sobre os demais departamentos. Essa aproximação necessariamente é física, pois, com o apoio da tecnologia da informação, as informações fluirão com segurança e numa velocidade compatível com a necessidade que o gestor precise para auxiliar na sua tomada de decisão.

Vemos com precaução o desinteresse do setor de segurança pala Inteligência Competitiva, o que, sem dúvida, prejudica a ascensão em termos de Gestão de Segurança corporativa Empresarial. Mas temos certeza de que ainda há tempo para redirecionarmos nossos objetivos, agregando o SIC ao escopo dos nossos trabalhos.

Para isso, necessitamos de empenho de todo setor, pois não existe Inteligência sem que o homem esteja à frete para coletar,buscar, analisar, processar e disseminar a informação como na sua própria definição, a inteligência nada mais é que produzir e proteger conhecimento, instalações e pessoal das empresa, o que significa de forma muito precisa os elementos básicos da segurança.